Recentemente, cientistas do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT (CSAIL) e o Laboratório de Senseable City lançaram os primeiros barcos-robôs com navegação totalmente autônoma em Amsterdã, na Holanda. O nome não é dos mais criativos…  Se chamam Roboats lll.

Desenvolvido e testado pela primeira vez em ambientes de piscina em 2015, o Roboat passou por diversas reformulações até se tornar um serviço apto de “táxi” autônomo e em grande escala para os residentes da cidade.

Amsterdã parece ser cidade ideal para o pioneirismo dos barcos-robôs. Situada abaixo do nível do mar, em território antes marinho protegido por diques, a cidade é atravessada por uma rede de 100 km de canais, com 1.500 pontes.

Uma versão para testes do ano passado chamado Roboat ll podia levar dois passageiros. A atual vai levar até cinco. Além de pessoas, o veículo aquático também será usado para transporte de carga com capacidade de até 1.500 kg.

Segundo o MIT CSAIL e o AMS Institute, o Roboat é totalmente elétrico, com 10 horas de autonomia. O veículo pode ser carregado sem fio, por aproximação nos portos de parada.

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Os barcos funcionam por sensores de LIDAR (detecção e alcance da luz) e câmeras para ter uma visão de 360 graus na água, com inteligência artificial determinando o caminho e evitando outros barcos. Um operador em terra deve ao menos a princípio, atuar numa central monitorando até 50 deles.

Os desafios de um barco autônomo, cujo software se baseia na navegação de carros autônomos, são relativamente mais simples que os próprios veículos. Como o percurso é plano, o trânsito e as velocidades são bem menores, não há semáforos e os cruzamentos são poucos. O teste em Amsterdã pode ser um avanço para a aceitação de veículos urbanos totalmente autônomos.