A Blue Origin, companhia aeroespacial de Jeff Bezos, anunciou que vai trabalhar em parceria com outras três empresas: Lockheed Martin, Northrop Grumman e Draper. Juntas, elas vão desenvolver um aterrissador capaz de transportar humanos até a superfície lunar.

Durante uma conferência de imprensa, Brent Sherwood, vice-presidente da Blue Origin afirmou que o prazo da NASA de enviar pessoas de volta à Lua até 2024 é muito ambicioso. Portanto, essa parceria com outras empresas tem como objetivo impulsionar o andamento do projeto.

Originalmente, a NASA pretendia pousar na Lua em 2028, como parte da sua missão Artemis. No entanto, em março deste ano, o vice-presidente dos EUA Mike Pence desafiou a agência espacial a adiantar o seu prazo em quatro anos. Agora, a NASA está desesperada em busca de uma espaçonave para uma missão tripulada em direção à Lua.

A equipe da Blue Origin será responsável pela construção do aterrissador em si e pelo motor. Já a Lockheed Martin se encarregará da parte ascendente, o veículo que a tripulação utilizará quando forem decolar da Lua, além de treinar e liderar os controladores de voo que vão gerenciar a espaçonave.

A empresa Draper vai fornecer todo o software de voo para o sistema, que vai direcionar a missão à Lua. A companhia já é especialista nessa área, sendo ela a responsável por desenvolver o computar que guiou a missão Apollo no primeiro pouso lunar.

Enquanto isso, a Northrop Grumman vai criar algo chamado “elemento de transferência”. Quando a espaçonave não estiver na superfície lunar, a ideia é que ela fique em uma estação espacial que a NASA pretende construir ao redor da Lua, chamada Gateway. Os astronautas vindos da Terra terão que atracar no Gateway e embarcarem na espaçonave para se dirigirem até a superfície da Lua. Ainda assim, essa estação não estará próxima da Lua o suficiente para que o aterrissador consiga pousar corretamente, e é por isso que é necessário esse elemento de transferência. É como se fossem aqueles ônibus de aeroporto que levam os passageiros do portão até o avião.

As empresas não deram detalhes sobre como planejam construir e testar suas construções, mas a NASA já antecipou que não há tempo para demonstrações de pouso. Além disso, a agência espacial ainda não tomou nenhuma decisão em relação à qual empresa será escolhida para a missão Artemis. Considerando que as inscrições de projetos de aterrissagem vão até o dia 1º de novembro, essa decisão deverá ser tomada em breve.

A Blue Origin também esclareceu que ainda pretende desenvolver seu próprio sistema de aterrissagem para oferecer a clientes comerciais. No entanto, para o programa Artemis, acabou optando pelo trabalho em equipe.

[The Verge, TechCrunch]