A conversa de John com uns bons 20 jornalistas brasileiros aconteceu em uma coletiva para marcar a chegada da Activision-Blizzard no Brasil. Depois da fusão com a Blizzard, a empresa é a segunda maior publisher de games do mundo, só atrás da Electronic Arts, e engloba séries rentáveis como Guitar Hero, Call of Duty e World of Warcraft. Pois a A-B botou banca que veio para ficar no País, que nós temos um imenso potencial e tudo – tipo o Sávio, ex-Flamengo. John disse que aqui a galera é bem mais viciada que no México. Mas que os jogos são ridiculamente caros. Enquanto o preço não abaixa -coisa que ele admite ser pré-requisito para um crescimento significativo do mercado -, a Activision pretende organizar mais coletivas de imprensa, colocar mais de seus jogos em pontos de venda (tipo ter um kit completo de Guitar Hero World Tour na Fnac) e fazer publiidade para valer. Vai funcionar?

O chapa Théo Azevedo, que cobre games no Brasil tem bem uns 10 anos, fez uma análise mais apurada sobre a chegada-sem-muita-novidade da Activision no UOL Jogos (de onde eu roubei a foto). Ele – e muita gente por ali – ficou meio desconfiada. É esperar para ver. Coisas práticas como a assinatura em Reais do World of Warcraft ou o lançamento de periféricos do Guitar Hero mais baratos por aqui ficaram sem resposta. O cara, que disse estar meio passado por causa de um almoço na churrascaria, repetia um "muito boa pergunta" toda vez que não podia dar a resposta. O final da coletiva, sem direito a um Guitar Hero sequer (foi pra isso que eu fui lá, oras) ficou com um gosto de "mexam-se, não há nada para ver aqui". *Suspiro*