Um levantamento instituto australiano Lowy, em Sidney, verificou os países que melhor têm se saído no combate à pandemia de COVID-19. No topo da lista aparece a Nova Zelândia, que praticamente zerou o número de casos da doença, e em último lugar está o Brasil, que há duas semanas voltou a registrar uma média móvel diária de mais de mil mortes.

Até esta quarta-feira (27) o Brasil registrou exatamente 8.996.876 de infecções confirmadas e 220.161 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde.

Para elaborar o ranking, o Instituto Lowy avaliou quase 100 nações em seis critérios diferentes: número de casos, número de mortes, casos por milhão, mortes por milhão, casos confirmados com testes realizados na população, e testes de detecção por mil pessoas. Além disso, analisou por 36 semanas a situação de cada país após a confirmação do caso de número 100. Ao final, atribuiu ma nota que vai de zero a 100 a cada local.

Na lanterna do levantamento está o Brasil com nota 4,3. A gestão púbica brasileira da pandemia do novo coronavírus ficou atrás de países como México (6,5), Colômbia (7,7), Irã (15,9) e Estados Unidos (17,3), que completam o top cinco de países que pior conseguiram controlar o avanço do vírus.

A Nova Zelândia aparece na primeira posição com uma pontuação de 94,4 pontos, seguida do Vietnã (90,8), Taiwan (86,4), Tailândia (84,2), Chipre (83,3), Ruanda (80,8), Islândia (80,1), Austrália (77,9), Letônia (77,5) e Sri Lanka (76,8). Você pode acessar o ranking completo neste link.

De acordo com a pesquisa, países com populações menores possuem a tendência de lidar de maneira mais vantajosa diante de uma crise global – no caso, a epidemia de um vírus altamente contagioso. O Brasil tem quase 210 milhões de habitantes; a Nova Zelândia, por sua vez, é composta por uma população de 5 milhões de pessoas.

O relatório ainda destaca a posição das lideranças nos dois países da América (EUA e Brasil) com maior número de casos e mortes, mais especificamente o ex-presidente republicano Donald Trump e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ambos minimizaram a ameaça do COVID-19, não incentivaram o uso de máscaras e não adotaram medidas efetivas de bloqueio e distanciamento social. Inclusive, os dois contraíram o vírus.

Contudo, o Instituto Lowy afirma que não é possível definir exatamente o que fez a administração de um governo ser um sucesso ou fracasso na contenção da pandemia, já que na maioria dos países analisados a resposta ao vírus não teve resultados eficazes. “Alguns países administraram a pandemia melhor do que outros, mas a maioria deles se destacou apenas por seu desempenho insatisfatório”, diz o Instituto.

Vale lembrar que a China, onde o vírus foi identificado pela primeira vez no final de 2019, não foi incluída no ranking por falta de dados públicos confiáveis sobre os testes realizados.

[Yahoo! News, Lowy Institute]