Cápsulas de café são práticas, mas fazem mal ao meio ambiente. Embora o assunto seja discutido há algum tempo, o mercado não para de crescer: só em 2015 foram vendidas 7.000 toneladas desse tipo de café, com mercado avaliado em R$ 1,4 bilhão. Uma cafeteira que vai na contramão dessa lógica está com um projeto de financiamento coletivo no Catarse: o objetivo é um produto duradouro, prático, que não precisa de energia elétrica e que produza pouco lixo.

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O problema das cápsulas não é apenas a quantidade de lixo, mas também o fato de não serem recicláveis. Para fabricá-las, é utilizado um plástico especial, conhecido como Plástico 7. Além desse material, as cápsulas são formadas por um filtro, grãos e o topo de alumínio. A Dolce Gusto, da Nestlé, alega que as cápsulas são recicláveis, porém: “Para reciclar basta abrir a cápsula e separar o plástico, o alumínio e o orgânico”. Já a Nespresso tem um programa com pontos de coleta para devolução do resíduo.

Além da ideia de um consumo mais consciente, os criadores da Cafeteira Aram apostam um sistema mecânico. Por não precisar de energia elétrica e filtro, ela é portátil. Basta colocar o pó do café no tamper, adicionar água quente e girar a manivela. Dependendo da pressão aplicada, o usuário pode controlar a intensidade do café, o que resulta em diferentes texturas, aromas e sabores.

Ela é produzida a partir de matéria-prima local, de pequenos produtores e a promessa é de grande durabilidade.

A meta inicial do projeto era R$ 35.000 e os criadores já receberam mais que o triplo desse valor. Até o momento, já foram arrecadados R$ 119.000 e ainda restam algumas unidades nas recompensas do Catarse.

A versão portátil, mais básica, é dada como recompensa no apoio de R$ 679, com entrega prevista até o dia 25 de dezembro. A versão com uma base de aço para deixar na cozinha, mas que também serve como cafeteira portátil, sai por R$ 928; para esse modelo, a entrega pode demorar até fevereiro de 2017.