A nova regulamentação do Banco Central para compras em moeda estrangeira no cartão de crédito já está valendo. Agora, vale a cotação do dólar no dia da compra. A medida, que havia sido anunciada em novembro de 2018, passou a vigorar no domingo (1º).

Antes, a cotação do dólar usada pela maioria dos cartões era a do fechamento da fatura. Isso gerava débitos ou créditos de ajuste cambial, dependendo da diferença entre o valor da moeda americana no momento da compra e no fechamento.

Alguns cartões, como o Nubank, usavam a cotação no dia do processamento da compra, que geralmente é de sete dias após a compra. Isso ajudava a eliminar as cobranças de ajuste cambial e a reduzir a volatilidade — como o período entre a compra e o processamento geralmente é menor que o período entre a compra e o fechamento, era menos tempo para o valor do dólar oscilar.

Agora, o cliente já fica sabendo no dia seguinte à compra qual será o valor cobrado, sem ajustes posteriores. Isso ajuda a dar mais previsibilidade para quem usa o cartão de crédito em viagens, em compras internacionais ou no pagamento de assinaturas e serviços.

Segundo a Agência Brasil, a regulamentação também obriga bancos e administradoras a colocar na fatura diversas informações sobre a compra:

  • a discriminação de cada gasto, a data, a identificação da moeda estrangeira e o valor na referida moeda;
  • o valor equivalente em dólar na data do gasto;
  • a taxa de conversão do dólar para reais na data da compra;
  • e o valor em reais a ser pago pelo cliente.

Vale lembrar que praticamente todos os cartões de crédito cobram um percentual além da cotação do dólar — é o chamado spread, uma espécie de comissão, que em média é de 4%, mas pode chegar a 6%. Além disso, gastos no exterior também acarretam a cobrança de imposto sobre operações financeiras, o IOF. A alíquota é de 6,38% sobre o valor convertido.