O laboratório Self-Assembly do MIT criou telefones celulares que se constroem sozinhos, de certa forma. Não há nenhum tipo de nano ou biotecnologia avançada envolvido, nada teórico ou que sugira uma singularidade tecnológica em um futuro próximo. É incrivelmente simples, porque todo o projeto consiste em duas pessoas jogando componentes de telefones em um cilindro.

O grupo – que fez no passado móveis que se montam sozinhos – usou um design bastante simples de celular e, com a ajuda do designer brasileiro Marcelo Coelho, adicionou peças magnéticas nos cantos dos seis componentes. Essas peças são feitas de forma que o celular só se construa da forma correta. Eles jogam tudo em um cilindro rotativo (como o de uma secadora de roupas) e, depois de um tempo, um celular funcional surge depois de algumas colisões aleatórias.

Definitivamente não é o que vem à cabeça quando alguém pensa em “MIT” e “se monta sozinho”, mas a simplicidade é que faz esse projeto ser tão brilhante. Como é simples, teoricamente é bem fácil implementá-lo em escala. E tanto humanos conseguem realizar essa tarefa com facilidade quanto robôs podem passar 24h por dia fazendo isso. O que parece ser só uma força mecânica e uma pitada de sorte pode ser responsável pelo fim de toda uma classe de trabalhos em fábricas.

celular

Será que pequenas betoneiras vão montar os iPhones do futuro? Provavelmente não. Mas elas podem representar um futuro em que celulares baratos e feitos por robôs dominam o mercado com base apenas no custo.

[TechCrunch via Fast Company]