Voar pelos EUA deve se tornar um pouco menos chato, pois a TSA (Transporte Security Administration), agência de aviação do país, vai atualizar equipamentos de checagem de passageiros em vários aeroportos, fazendo com que o processo seja mais rápido. No caso, os novos scanners tiram a obrigação de tirar o laptop (além de outros eletrônicos) e artigos de higiene na checagem de segurança na esteira de raio-X.

Como reportamos em julho do ano passado, desde 2017 a TSA tem testado um novo tipo de scanner de bagagem no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, e em outros aeroportos do país, que usam tomografia computadorizada para analisar os conteúdos das malas em três dimensões. Isso faz com que os técnicos da TSA vejam um modelo 3D instantâneo dos objetos que pode ser aumentado e rotacionado, permitindo que eles consigam ver melhor tudo o que o passageiro levará para o avião sem abrir a mala.

A tecnologia atual baseada em raio-X apenas gera imagens bidimensionais e embora seja possível fazer ajustes do que os operadores veem para ajudar a diferenciar tudo que está dentro de uma mala, na maioria das vezes é preciso fazer uma inspeção física para confirmar que não há algum item proibido, o que costuma tornar o processo mais lento. Em um esforço de reduzir estes problemas, os passageiros precisam remover eletrônicos e artigos de higiene antes de passar pela esteira de raio-x.

Como reporta a Bloomberg, as análises feitas pelas novas máquinas tiveram sucesso e, como resultado, a TSA anunciou na última semana que vai gastar US$ 97 milhões para comprar 300 máquinas novas de tomografia computadorizada (cada um custa quase US$ 300 mil) que serão instaladas até setembro deste ano. A TSA ainda não revelou quais aeroportos terão as primeiras atualizações, mas se você tiver de ir para um desses grandes aeroportos é bem capaz de você já se depare com uma dessas máquinas. A agência de aviação norte-americana não respondeu ao pedido de comentário do Gizmodo sobre o assunto.

Infelizmente, os novos scanners não vão eliminar completamente as filas nos pontos de verificação de segurança nos aeroportos. Levará um tempo para os funcionários aprenderem como usar as novas máquinas de forma efetiva. Mas, como acontece em muitas partes da experiência em aeroportos, como o check-in e a verificação de bagagem, eventualmente, a tecnologia pode ajudar a automatizar o processo de triagem de segurança.

Imagine só se houvesse um detecção automática de itens que não são permitidos na bagagem de mão? Bem, esta seria a situação ideal, mas, por ora, não ter que tirar o laptop para passar pelo raio-X para depois colocá-lo de novo na mochila, enquanto se faz um malabarismo com o calçado e o cinto, já é uma boa melhoria.

[Transportation Security Administration via Bloomberg]