Depois de três homens ingleses planejarem um ataque em 2006 com líquidos explosivos dentro de uma aeronave, os aeroportos passaram a proibir certos itens na bagagem, como garrafas d’água, além de aplicar regras mais rígidas para smartphones e laptops. Isso, porém, pode estar com os dias contados. Um novo scanner foi apresentado no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York. Com ele, você poderá deixar seu MacBook e sua garrafinha dentro da bagagem de mão, sem problemas.

A Transport Security Administration (Administração da Segurança no Transporte, em tradução livre) — autoridade responsável, entre outras coisas, pela segurança nos aeroportos — fez uma parceria com a American Airlines para testar seu novo scanner de tomografia computadorizada no JFK. Ensaios semelhantes estão programados para acontecer no aeroporto Heathrow, em Londres, e no Schiphol, em Amsterdã.

O equipamento funciona em três dimensões, o que significa que os operadores conseguirão ver melhor o que está dentro da sua bagagem de mão do que com os atuais aparelhos bidimensionais.

A novidade vai ajudar os funcionários da TSA a “verem além da bagunça de coisas que não procuram” e identificar itens restritos, diz um comunicado da companhia aérea. São ótimas notícias para quem já está de saco cheio de revirar sua mochila antes de colocar na esteira, ou de ter que engolir o refrigerante todo antes de entrar na fila.

“No futuro, a tomografia computadorizada pode oferecer a oportunidade de os passageiros deixarem líquido, gel e aerosol, bem como seus laptops, na bagagem de mão durante todo o tempo”, diz a American Airlines. Uma autoridade da TSA deu uma ideia mais concreta de quanto tempo isso vai levar para acontecer em uma entrevista para a CBS News: “Achamos que talvez em cinco anos, por aí, os passageiros não vão mais precisar tirar nada de bolsas e mochilas”.

GIFs: Analogic

O scanner que está sendo testado no JFK custa US$ 300 mil. Ele foi fornecido pela Analogic Corporation, uma empresa da área de saúde e segurança. A companhia diz estar oferecendo aos aeroportos “a mesma tecnologia que salva vidas ao diagnosticar doenças em humanos”. Mark Laustra, vice-presidente da negócios e relações governamentais da Analogic, disse à NBC News no ano passado que as máquinas “conseguem distinguir entre água, coca-cola e líquidos explosivos”.

“Tudo que conseguiram fazer até agora é criar filas intermináveis e perder tempo procurando itens restritos e não ameaças reais”, disse em 2016 Philip Baum, editor da Aviation Security International. A TSA, a American Airlines e a Analogic parecem ter encontrado uma solução.

[Engadget]