Se divulgar fatos sobre aviões é a abordagem da sua empresa áerea de preferência para melhorar o engajamento no Twitter, há grande chances de dar ruim, como a companhia aérea holandesa KLM percebeu recentemente.

Em um tuíte excluído, a conta da KLM Índia no Twitter na última quarta-feira (17) citou uma análise feita pela revista Time, mencionando informações sobre acidentes da base de dados da FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) como uma espécie de diversão para os seus seguidores.

O tuíte dizia que “a taxa de fatalidade dos assentos do meio do avião é a mais alta”, e que a “taxa de fatalidade dos assentos na frente é ligeiramente menor”. No entanto, a menor de todas é na parte de trás da aeronave. O tuíte, segundo o Washington Post, incluía um gráfico que dizia: “os assentos da parte de trás do avião são os mais seguros!”.

Isso não foi — como você pode imaginar — bem recebido, e parece que o tuíte foi logo removido no mesmo dia em que foi postado. A conta da KLM Índia postou na sequência um tuíte pedindo desculpas na própria quarta-feira, dizendo que o tuíte inicial “era baseado em informações de aviação publicamente disponíveis” e que não tinha como objetivo “ferir os sentimentos de ninguém”.

Tradução: Gostaríamos de nos desculpar sinceramente por uma atualização recente [feita por nós]. O post foi baseado em informações de aviação publicamente conhecidas, e não a opinião da KLM. Nunca foi nossa intenção ferir os sentimentos de ninguém. A postagem foi excluída.

A KLM não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o incidente, mas a conta primária da companhia tuitou na quinta-feira (18) que “revisará o protocolo de uso do Twitter para garantir o conteúdo apropriado”.

Este não foi o único incidente de mídias sociais encarado pela KLM nesta semana. Poucos dias antes, a empresa se deparou com a reação de um incidente envolvendo um passageiro que alegou em uma recente postagem no Facebook que foi convidada a encobrir os seios enquanto amamentava sua filha de 1 ano em um voo da KLM.

A companhia respondeu às críticas no Twitter observando que “para manter a paz a bordo, em tais casos, tentaremos encontrar uma solução aceitável para todos e que mostre respeito pelo conforto e espaço pessoal de todos. Isso pode envolver um pedido para uma mãe cobrir seu seio”.