Um grupo de pessoas publicou uma série de vídeos e GIFs com luzes intermitentes e estroboscópicas no Twitter, direcionado o conteúdo para pessoas que sofrem de epilepsia. A ação aconteceu durante o Mês Nacional de Conscientização sobre Epilepsia dos EUA, em novembro, segundo a Epilepsy Foundation.

Mencionando a conta da Epilepsy Foundation e usando hashtags promovidas durante o mês dedicado à doença, pelo menos 30 diferentes contas participaram desse ataque direcionado. Não há informações sobre quantas pessoas podem ter sido afetadas pelos ataques.

“Luzes intermitentes em certas intensidades ou certos padrões visuais podem desencadear crises em pessoas com epilepsia fotossensível”, explicou Jacqueline French, M.D., diretora médica e de inovação da Epilepsy Foundation e professora de Neurologia do Centro de Epilepsia da Universidade de Nova York.

“Embora a população de pessoas com epilepsia fotossensível seja pequena, o impacto pode ser bastante sério. Muitos nem sequer sabem que têm fotosensibilidade até terem uma convulsão”, completa.

Aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de epilepsia, e de acordo com o site da Epilepsy Foundation, cerca de 3% dessas pessoas são fotossensíveis e podem sofrer com convulsões.

Segundo a OMS, convulsões prolongadas podem matar uma pessoa com a doença, além do risco de lesões decorrentes dos episódios, como quedas.

Essa não é a primeira vez que pessoas com epilepsia são atacadas no Twitter. Em 2016, um jornalista com epilepsia recebeu GIFs com luzes intermitentes de um homem que dizia que ele “merecia uma convulsão pelo post”. O homem foi identificado e acusado de agressão qualificada com arma letal. O advogado de Einchewald afirmou que ele sofre as consequências do ataque até hoje e teve o lado esquerdo do corpo paralisado.

A Epilepsy Foundation disse que abriu ocorrências criminais e está cooperando com as autoridades para que os autores dos ataques sejam responsabilizados.