Ciência

Cientistas descobrem que “pum” de bactéria também provoca efeito estufa

Cientistas da Caltech descobriram que a 'emissão de gases' de efeito estufa por bactérias também contribui para o aquecimento global.
Imagem: National Institutes of Health/Reprodução

Cientistas da Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), nos EUA, descobriram que, através de uma nova classe de enzimas, a emissão de gases por bactérias também podem provocam o efeito estufa. Ou seja, não é apenas o homem que contribuiu para o aquecimento global e as mudanças climáticas.

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Embora esse processo seja uma vantagem para evolução e sobrevivência de bactérias, ele também produz o óxido nitroso. Esse gás é o terceiro que mais provoca o efeito estufa, atrás apenas do dióxido de carbono e do metano. 

De acordo com os cientistas, o óxido nitroso é um gás do efeito estufa muito difícil de monitorar. No entanto, a pesquisa permitiu descobrir a existência de muito mais fontes que produzem o gás.

Na última quinta-feira (20), os cientistas publicaram a descoberta na Proceedings of the National Academy of Sciences. Woody Fischer, Professor de Geobiologia e um dos autores do estudo, ressaltou a importância em monitorar as emissões desse gás.

“Não será em um ‘futuro não tão distante’ quando um fazendeiro vai ter informações sobre as comunidades de micróbios presentes no solo de suas terras. Isso, portanto, vai permitir decisões melhores sobre como e quando usar fertilizadores visando a melhor saúde do solo”, diz Fischer.

Métodos e descobertas do estudo

No estudo, os cientistas descobriram o gás de efeito estufa ao analisar sequências genômicas de várias espécies de bactérias em diversos ambientes.

De acordo com o estudo, muitas de enzimas redutases evoluíram e tiveram a capacidade de respirar monóxido de nitrogênio. Desse modo, as enzimas em uma bactéria provocam a emissão do gás. Isso porque o monóxido de nitrogênio e óxido nitroso são gases intermediários que surgem durante a desnitrificação — um processo em que a bactéria decompõe o nitrato.

As bactérias podem mudar sua respiração anaeróbia para respirar oxigênio ou monóxido de nitrogênio em ambientes quando níveis de oxigênio estão abaixo de 10% dos níveis atmosféricos.

Além de descobrir que a ‘respiração’ de bactéria também contribui para o efeito estufa, os cientistas afirmaram que o estudo apresenta uma nova tese sobre o processo de evolução da respiração anaeróbia. Segundo Fischer, a descoberta da emissão do óxido nitroso por bactérias revela que as enzimas que respiram monóxido de nitrogênio evoluíram, há dois bilhões de anos, de enzimas que respiram oxigênio.

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