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Cientistas recuperam ereções em porcos com tecido de pênis artificial

Pesquisadores chineses criaram um tecido sintético capaz de recuperar o pênis e acabar com a disfunção erétil das cobaias

Vírus animais

Imagem: Kenneth Schipper Vera/Unsplash/Reprodução

A disfunção erétil é um problema que atinge cerca de metade dos homens entre 40 e 70 anos. Para tratar o problema, é comum que os médicos enxertem tecidos de outras partes do corpo do paciente na região do pênis afetada.

A solução parece fácil, mas o sistema imunológico pode rejeitar o material biológico, resultando, por exemplo, no encurtamento do membro. Pensando em mudar esse cenário, cientistas da Universidade de Tecnologia do Sul da China desenvolveram um tecido artificial que pode reparar o órgão. 

A equipe testou o tecido artificial em microporcos da raça bama que apresentavam disfunção erétil. Antes do procedimento, foi testada a toxicidade do produto e também a compatibilidade sanguínea com o animal. Os resultados foram positivos e estão publicados em um artigo na revista científicia Matter.

Antes mesmo de entender a origem do tecido, é preciso desvendar o mecanismo do problema. A disfunção erétil está ligada a lesões na túnica albugínea, uma capa de tecido que reveste os testículos.

Essa capa é formado por fibras onduladas de colágeno que permitem um espaço extra após o inchaço do pênis devido ao acúmulo do sangue (ereção). A túnica albugínea cria também firmeza no órgão, impedindo a deformação externa.

Quando essa capa é lesionada, tudo vai por água abaixo. O que os cientistas fizeram foi desenvolver uma túnica albugínea artificial à base de álcool polivinílico, que possui uma estrutura de fibra enrolada semelhante à do tecido natural.

Os tecidos desenvolvidos em laboratório foram aplicados em porcos e restauraram a função erétil a um nível semelhante ao do tecido peniano normal. Por enquanto, os cientistas estão focando apenas no reparo de um único tecido do pênis, mas pretendem trabalhar na construção total do órgão no futuro.

Tecidos semelhantes à túnica albugínea podem ser encontrados nos vasos sanguíneos e no intestino, córnea, bexiga, tendões e coração. No futuro, é possível que estratégias semelhantes sejam utilizadas para reparar outras partes do corpo.

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