O sítio arqueológico de Mayapan, localizado na Península de Yucatán, no México, foi a capital política e cultural da civilização maia. Ela declinou entre os anos de 1441 e 1461 – consequência do conflito civil impulsionado pela rivalidade e ambição política.

Mas o que levou a tais conflitos? Um estudo recém publicado na revista Nature Communications aponta a seca como causadora do colapso maia. A equipe formada por pesquisadores de diversas instituições sugere que a falta de água teria afetado as práticas agrícolas e as rotas comerciais. 

Consequentemente, aumentaram as tensões entre facções rivais, fazendo com que as pessoas se dispersassem para comunidades próximas tanto pela escassez de alimentos, quanto pelo perigo que se instaurava. 

Para chegar nestas conclusões, os cientistas analisaram dados populacionais, dietas e condições climáticas da época. Além disso, foram estudados restos humanos com sinais de lesão traumática, que apontavam para conflitos. 

A região de Mayapan passou por uma seca prolongada entre os anos de 1400 e 1450. Os pesquisadores encontraram uma correlação entre a diminuição das chuvas e o aumento dos conflitos.

A capital cedeu, mas parte da população conseguiu prosperar em outras áreas até o domínio espanhol. O artigo mostra como as mudanças climáticas podem pressionar civilizações, além de indicar um grau de adaptabilidade humana.