_Cultura

Com luz ou sem? A polêmica dos 100 anos do letreiro “Hollywood” em LA

Polêmica começa na discussão sobre acender, ou não, o letreiro de Hollywood; placas completam 100 anos em 2023. Confira mais

Com luz ou sem? A polêmica dos 100 anos do letreiro "Hollywood" em Los Angeles

Imagem: Nathan DeFiesta/Unsplash/Reprodução

Símbolo da cidade de Los Angeles e conhecido internacionalmente pelas lentes do cinema, o letreiro de Hollywood está no centro de uma polêmica: afinal, deixar suas luzes acesas, ou não? 

A discussão tem como pano de fundo discordâncias entre a recém-empossada prefeita de Los Angeles, Karen Bass, e seu antecessor, Eric Garcetti – ambos do Partido Democrata. 

Na última quarta-feira (22), Bass derrubou a ordem de iluminar o letreiro assinada por Garcetti em 11 de dezembro, em sua última ação à frente do cargo. 

O ex-prefeito observou que as letras deveriam ganhar uma iluminação especial para celebrar o aniversário de 100 anos de Hollywood, comemorado em 2023. 

“Talvez não haja símbolo mais significativo no mundo e na cidade de Los Angeles do que o letreiro de Hollywood”, disse. “À medida que o centenário se aproxima, parece apropriado aproveitar esses esforços para iluminar o marco mais famoso de nossa cidade”.

Bass, por sua vez, afirmou que havia “preocupações sobre a legalidade da ordem” e rescindiu o decreto. “Não há substituição”, disse a nova prefeita à sua equipe, em documento visto pelo jornal Los Angeles Times

Letreiro desligado, por enquanto 

Agora há um impasse: organizações se dividem sobre acender, ou não, as luzes do letreiro. Originalmente, as letras que compõem “Hollywood” ficavam sempre acesas, mas logo vizinhos começaram a reclamar sobre a luminosidade em suas casas e alegar preocupações ambientais, de tráfego e segurança na região. Assim, foram apagadas. 

Na ordem, Garcetti delineou um programa de 18 meses para instaurar uma nova tecnologia que permitia ver a placa à noite em ocasiões especiais. A iluminação passou por testes do Hollywood Sign Trust, a organização sem fins lucrativos que mantém o letreiro. 

A nova tecnologia prometia focar as luzes e reduzir o impacto na vida selvagem e na luz ambiente dos residentes locais. 

A proposta era que as letras se iluminassem não mais que três dias seis vezes por ano. Tudo ficaria sob responsabilidade da entidade, desde os custos até a manutenção. Agora, há incerteza se as luzes voltarão, ou não, para o letreiro mais famoso do mundo.

Sair da versão mobile