A indústria aeronáutica já está sendo prejudicada pelo aquecimento global. O problema é de ordem física: quanto maior o calor, mais rarefeito fica o ar. Sua baixa densidade faz com que o avião necessite de mais energia para sustentá-lo durante a decolagem.

Para isso, a indústria tem duas saídas: colocar ainda mais combustível ou diminuir o peso dos aviões. E nisso entramos em um looping, afinal, os combustíveis fósseis estão intimamente ligados às mudanças climáticas. De acordo com o Air Transport Action Group, os aviões são responsáveis ​​por cerca de 2,1% das emissões de carbono do mundo.

Um estudo envolvendo 10 aeroportos na Grécia mostrou que, com o aumento das temperaturas nos últimos 30 anos, o peso máximo de decolagem dos aviões diminuiu cerca de 4 mil quilos – o equivalente a 40 passageiros com suas bagagens.

A indústria pretende começar a utilizar aeronaves elétricas para viagens curtas em algum momento após 2026. Infelizmente, esses veículos não são ideais para viagens longas, já que, atualmente, só o combustível fóssil é capaz de manter os gigantes no ar.

Diversos voos comerciais já foram cancelados por causa do calor. Em 2017, na cidade de Phoenix, EUA, mais de 60 aviões deixaram de partir após os termômetros alcançarem a marca de 48,8ºC.

O mesmo aconteceu em Londres, no Reino Unido, em 2018. O calor estava na casa dos 35,2ºC, o que impedia que  os aviões tivessem força suficiente para levantar voos nas pistas curtas da região.