O Big Brother Brasil (BBB) estreia nesta segunda (17). E, ainda que você não acompanhe o programa, dificilmente escapará de saber do que acontece na casa mais vigiada do Brasil — seja por posts nas redes sociais, memes ou polêmicas. Mas algo que você não verá de perto — nem se pagar por isso — é a estrutura tecnológica que faz o programa chegar às casas de milhões de brasileiros.

Tudo começa no departamento da TV Globo chamado Mediatech, formado por profissionais de mídia e de tecnologia. O setor é encarregado de controlar aspectos desde a captação da imagem até a transmissão para qualquer tipo de aparelho tecnológico.

A produção do programa envolve o MediaTech Supply Chain, setor que é constituído por cerca de três mil colaboradores com funções que vão desde design de produção gráfica, edição e direção de imagens, operação de câmeras e sonoplastia.

A pandemia fez com que novos métodos fossem implantados na última edição do programa, incluindo o trabalho remoto de profissionais diretamente envolvidos na produção. A empresa criou uma infraestrutura completa com fibras e micro-ondas para garantir a qualidade do sinal transmitido para evitar que alguma coisa desse errado.

Além da produção do programa, cada prova a que os brothers são submetidos — bem como ações de merchandising — precisam sair do papel. Para isso, os profissionais de tecnologia são estritamente necessários.

O diretor de tecnologia para entretenimento da Globo, Marcelo Bossoni, deu um exemplo desse trabalho em conversa no canal “#VemPraGlobo”. A campanha de merchandising das lojas C&A consistia em um desfile, mas foi impossibilitada de acontecer presencialmente em decorrência da situação da pandemia.

Na impossibilidade dos modelos entrarem na casa, coube ao time de tecnologia pensar em formas de viabilizar a ideia inicial do desfile. O resultado foi um desfile virtual com hologramas utilizando a tecnologia de chroma key.

Agora, só nos resta espiar o que a edição 2022 do BBB deve trazer em termos de tecnologia.