Nas últimas décadas a tecnologia de processamento dos computadores evoluiu a passos largos. Hoje, os supercomputadores são peças-chave no trabalho de simular e executar modelos estatísticos em pesquisas científicas.

É o caso do Albaicín –instalado na Universidade de Granada, na Espanha–, uma poderosa infraestrutura computacional recém-inaugurada que conta com 822 teraflops de performance –o que significa que ele faz 822 trilhões de operações em apenas um segundo.

Para comparação, o supercomputador anterior da universidade espanhola –o Alhambra, ativado em 2013– tinha capacidade de 36,8 teraflops. Ou seja, a nova máquina tem cerca de 20 vezes mais capacidade que a anterior.

É claro, ele ainda está longe de outros supercomputadores com maior poder de processamento, como o japonês Fugaku, que já atingiu 442 petaflops de velocidade –ou 442 quatrilhões de cálculos por segundo.

Já o Brasil, a máquina mais rápida é a Dragão, da Petrobras, com 8,9 petaflops de performance, ficando na 55ª posição no ranking mundial da top500.org.

Investimento milionário

A ativação do novo supercomputador espanhol envolveu o investimento de mais de 1,2 milhões de euros (7,1 milhões de reais na cotação atual).

Segundo Jesús Rodríguez Puga, cientista-chefe da computação da Universidade de Granada, os 9.520 núcleos da máquina podem executar procedimentos científicos complexos em 24 horas que antes demandavam cerca de 25 anos para serem concluídos.

“Chegaremos a áreas que antes eram impossíveis para nós”, afirmou Puga.

Inovação científica e comercial

Além de acelerar as pesquisas, o Albaicín será utilizado para ampliar as linhas de investigação, ao processar uma quantidade massiva de dados e promover a pesquisa, inovação e formação especializada.

O Albaicín está disponível para mais de 125 grupos de pesquisa e 500 cientistas da Universidade de Granada e de outras instituições.

A ideia é que além da pesquisa, a estrutura também poderá ser utilizada por empresas e instituições públicas que necessitem desse grau de processamento.