Lembra daquelas características tosquinhas que definem um netbook aos olhos da Microsoft? Bem, aparentemente, a Intel também tem culpa no cartório

Um limite bem delimitado a respeito do que exatamente constitui um netbook seria mesmo inevitável com a chegada do Windows 7, dada a posição em que a Microsoft se encontra: o Home Premium roda bacana nos netbooks, mas os fabricantes não vão querer pagar uma taxa de licenciamento padrão em um computador de baixo custo e margem de lucro; e se a Microsoft cobrasse preços diferentes pelos mesmos bits, baseada no hardware no qual eles serão instalados, abriria-se uma caixa de Pandora tão horrível que nem mesmo Steve Ballmer conseguiria fechar. 

As limitações dão à Intel ainda mais margem de manobra contra a investida da Via, com seu Nano, no mercado de 11 e 12 polegadas e a plataforma nVidia Ion, que finalmente está aparecendo em mais do que caixas de plástico genéricas para testes. Elas também permitem que se mantenham diferenciações mais claras de camadas entre os novos netbooks mais finos e bonitinhos e os meio finos, meio leves, meio caros que vem por aí.

Apesar disso, ao mesmo tempo a gente deve se perguntar se este instinto de manter os netbooks dentro desta caixinha bem pequena e dura não é exatamente o que vai causar a extinção deles dentro de alguns anos. Ou isso ou o tablet da Apple. [The Inquirer