O Fyre Festival foi uma tentativa de fazer uma grande festa para endinheirados em Bahamas, que, no fim das contas, era uma fraude: não entregaram o que foi prometido. Na semana passada, dois documentários — um na Netflix e outro no Hulu (disponível só nos EUA) — foram lançados sobre o festival e eles dão uma ideia do que prometia ser um dos maiores eventos do mundo.

Enquanto um monte de gente foi alvo de fraude, um dos destaques dos documentários é a história da bahamense Maryann Rolle. Fizeram uma campanha de financiamento coletivo no GoFundMe para tentar ajudá-la que já arrecadou mais de US$ 150 mil.

Rolle, que é dona de um restaurante no resort Exuma Point em Bahamas, fala de sua falta de sorte no documentário Fyre: Fiasco no Caribe, da Netflix. Ela disse que tinha uma equipe de dez pessoas trabalhado contra o tempo — todos os dias e noites — fazendo comida para alimentar todas as pessoas envolvidas no festival. Após a equipe da festa a enganarem, ela disse que teve de gastar US$ 50 mil do próprio bolso. Ela atualmente “nem fala mais sobre o Fyre Festival” por causa dos danos que foram causados a ela.

“Conforme faço este apelo, é difícil de acreditar e vergonhoso de admitir que não recebi pagamento…me deixaram aqui com um grande buraco! Minha vida mudou para sempre, e meu crédito foi arruinado pelo Fyre Fest”, diz a campanha do GoFundMe. “Meu único recurso hoje é pedir ajuda.”

Sete dias após o lançamento, a campanha que tinha como objetivo arrecadar US$ 123 mil nesta segunda-feira (21) já conseguiu mais de US$ 152 mil após quase 5 mil doações. A campanha foi também compartilhada no Instagram pelo rapper Ja Rule, que foi um dos cofundadores do festival juntamente com o empresário Billy McFarland — o cara que acabou preso por toda a confusão.

“Meu coração está com esta amada senhora”, disse ele em seu post. “Nunca a encontrei, mas estou devastado que algo que era para ser incrível acabou sendo um desastre e ferindo tantas pessoas… peço desculpas às pessoas que foram negativamente afetadas pelo festival”.

O Fyre começou como uma ideia de aplicativo para contratar artistas. A ideia era revolucionar o mercado de entretenimento por meio de uma plataforma móvel acessível ao alcance de todos via smartphone. O festival foi uma tentativa de impulsionar a marca e chamar a atenção de jovens para a nova iniciativa.

McFarland, o cara por trás de toda a ação fraudulenta, se declarou culpado no último ano por duas acusações de fraude por enganar investidores. Ele foi sentenciado em outubro de 2018 a seis anos de prisão.

[Hollywood Reporter]