Apesar de ainda levar mais uns três anos até começar com as missões científicas de verdade, o SOFIA (Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha) aerotransportado está ficando obstinadamente mais próximo do dia da sua primeira tarefa. Após duas décadas de pesquisa e 500 milhões de dólares fazendo modificações em um Boeing 747 (incluindo o próprio telescópio de 2,5 metros que você vê sendo testado neste vídeo), o SOFIA ganhou um Fotômetro de Visualização de Imagens de Alta Velocidade para Ocultação há duas semanas, um instrumento que ajudará a medir as atmosferas e superfícies dos objetivos. Agora, a NASA está completando os testes finais na sua Instalação Dryden de Operações de Aeronaves antes do seu primeiro vôo com portas abertas mais pro fim deste ano.

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Mas por que vinte anos e tanto dinheiro gasto neste observatório? Bom, apesar de não ser tão espetacular quanto um telescópio espacial, os desafios diários que o SOFIA enfrentará são maiores que os do Hubble. Desde o sistema da porta altamente tecnológica no 747 modificado à tecnologia necessária para compensar a intensa vibração em vôo, o SOFIA precisa de muito mais amor diário que o Hubble.

Na verdade, ele não saiu tão caro assim: a etiqueta de 500 milhões de dólares é uma bela barganha se você considerar os 2,5 bilhões de dólares pagos para a construção do Telescópio Espacial Hubble. Isso sem falar da conta total do Hubble, que inclui as missões de serviço, estimadas em algo entre 4,5 e 6 bilhões de dólares sem contar os mais de 500 milhões que a Europa investiu no projeto.

Com certeza o SOFIA não é tão flexível e não tirará as mesmas fotos comoventes que o Hubble faz. O telescópio é projetado para funcionar somente nos espectros de luz infravermelha e infravermelha distante. Mas, pensando bem, nestas faixas de luz o vôo permitirá que ele obtenha resultados tão bons ou mesmo melhores que os do Hubble (o seu espelho é quase 10cm maior que o do Hubble). Afinal, o SOFIA não terá que lidar com 99% do vapor atmosférico que perturba este tipo de instrumento no solo.

Por outro lado, os consertos nele não exigirão perigosas e custosas missões espaciais. Se ele quebrar, eles o consertarão no hangar.

Os testes no SOFIA começarão neste mês, ao passo que as missões científicas de verdade começarão em 2011, entrando em total operacionalidade em 2014. [NASA]