A Petrobras concluiu os testes de produção do BioQAV, um querosene de conteúdo renovável que não possui na sua fórmula derivados do petróleo.

Assim como o eFuel —uma gasolina renovável que promete substituir o combustível tradicional utilizado em carros–, o novo combustível da Petrobras foi desenvolvido para ser utilizado em aviões e helicópteros movidos a turbina, garantindo a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) no setor aéreo.

O BioQAV tem na sua fórmula compostos de um óleo vegetal gerados por um processo de hidrogenação –uma reação química com a adição de hidrogênio. A produção utiliza as mesmas matérias-primas necessárias para produzir o diesel renovável, mas levando à formação de compostos da mesma natureza química que o querosene mineral.

Fim da dependência do petróleo

Segundo a Petrobras, o teste de produção foi feito na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), localizada no Paraná, e os resultados foram considerados promissores.

O desenvolvimento do novo produto atende a uma resolução da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e do Brasil, que propõe o uso obrigatório do biocombustível na aviação a partir do ano de 2027.

Segundo a companhia, a Petrobras é a primeira empresa no Brasil –e uma das primeiras na América Latina — a fazer esse tipo de teste de produção utilizando unidades de refino existentes.

A produção do querosene renovável faz parte do Programa BioRefino, uma das frentes de descarbonização do plano estratégico 2022-2026 da Petrobrás, que busca desenvolver combustíveis mais modernos e sustentáveis.

“A empresa [Petrobras] é uma referência em desenvolvimento tecnológico de produtos de última geração, assim como tem histórico de atuar com combustíveis sustentáveis como o Diesel R5, com conteúdo renovável”, disse Rodrigo Costa, diretor de Refino e Gás Natural da Petrobras, à Agência Brasil.

O projeto ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento, com a empresa brasileira analisando os resultados obtidos nos testes de produção do querosene verde. A Petrobras pretende fazer novos estudos antes de iniciar a produção comercial do BioQAV.