Na Noruega, alguns médicos estão apegados a eletrônicos com o sistema MS-DOS para fazer suas anotações e registros médicos dos pacientes. Por isso, existe um sistema no local que ainda faz uso de disquetes — e ele funciona bem. Mas o norueguês Finn Espen Gundersen diz que o governo norueguês irá aposentar o disquete a partir do ano que vem.

Gundersen diz que trabalha com disquetes quase que diariamente graças a um contrato com o governo norueguês. Funciona da seguinte forma: todo mês, médicos que não atualizaram para o novo sistema eletrônico recebem um disquete de 3,5 polegadas do governo. Nele, existe uma lista com o nome dos pacientes que escolheram o médico:

Na Noruega, cada cidadão escolhe um médico principal para necessidades diárias. Este diretório paciente-médico é mantido pelo governo. Como os pacientes são livres para trocar de médico a qualquer momento (desde que haja vaga), o governo precisa enviar continuamente aos médicos uma lista de seus principais pacientes.

A equipe de Gundersen desenvolveu dois programas para garantir que cada disquete receba o arquivo correto. Um dos programas gera etiquetas com códigos de barras para envelopes e disquetes; o outro lê o código de barras e grava o arquivo certo. Ambos os aplicativos foram escritos na linguagem de código aberto Haskell.

Mas o fim está próximo: Gundersen diz que o governo norueguês irá forçar todos os médicos a usarem anotações eletrônicas sobre seus pacientes a partir de 2016.

Nessa transição, há quem não possa usar o sistema novo imediatamente. Por isso, em alguns casos, a lista com o nome de pacientes será impressa em papel e enviada, em vez de passar por disquetes. No consultório, os nomes precisarão ser inseridos em um computador. É um paliativo, porém suscetível a erros. [Gundersen.net]

Foto por frankieleon/CC BY 2.0