Nós provavelmente assumimos mesmo que vagamente que um dia os computadores nos superarão, e deve ser por isso que é tão perturbador saber que os códigos de computadores estão evoluindo como códigos genéticos. Ao comparar o genoma bacteriano ao Linux, pesquisadores encontraram a “sobrevivência do mais apto” atuando na programação de computação.

Sergei Maslov, do Laboratório Nacional de Brookhaven, e o estudante Tin Yau Pang observaram como diferentes componentes em genomas e códigos de computadores funciona. Eles notaram que em ambos os exemplos de sistemas complexos, as partes constituintes prevalecentes se tornaram generalizadas por serem tão integradas que não podem ser removidas. E isso acontece ao contribuírem para a reprodução, seja diretamente ou através de expansões que tornam a reprodução possível.

Faz sentido que quão mais um gene ou um programa específico é usado, mais os desenvolvimentos futuros dependerão dele, mas a surpresa está na similaridade em frequência de uso entre genes importantes e programas de computadores. Maslov e Pang observaram 500 espécies de bactérias e 2 milhões de computadores individuais. Eles descobriram que a frequência que certos códigos genéticos são usados em processos fundamentais para a vida de bactérias era muito próxima à frequência de instalação de 200.000 pacotes de Linux. Maslov explica:

Nós descobrimos que pode os determinar o número de componentes cruciais – esses sem o qual outros componentes não funcionariam – com um simples cálculo que é verdadeiro tanto em sistemas biológicos como em computadores… as bactérias são o BitTorrent da Biologia.

Você descobre o número de partes fundamentais ao tirar a raiz quadrada dos componentes dependentes. Mas como Maslov diz, isso só funciona com código aberto, onde a evolução acontece “naturalmente”. Ok, definitivamente nosso universo é uma simulação computacional agora. [Brookhaven National Lab via PhysOrg]

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