Quando pensamos em drones, talvez a primeira coisa que venha à nossa mente sejam máquinas enormes com um zumbido estrondoso que pode ser ouvido a metros de distância. Mas isso está mudando, já que esses objetos voadores estão cada vez menores. Ou, melhor dizendo: minúsculos.

Esse é o projeto de Kevin Yufeng Chen, professor assistente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que construiu drones tão pequenos que podem ser capazes de invadir até os menores espaços. Cada um pesa 665 mg, ou cerca de “a massa aproximada de uma abelha”, segundo Chen, e se movimentam graças a elásticos nas laterais que também funcionam como asas de um inseto.

Chen criou os drones em conjunto com outros dois alunos de doutorado: Zhijian Ren, do MIT, e Siyi Xu, da Universidade de Harvard, além do roboticista Pakpong Chirarattananon, da Universidade da Cidade de Hong Kong. O objetivo é usar esses esquipamentos minúsculos e suaves para explorar espaços próximos onde os drones maiores e mais pesados se quebram ao entrar em contato com superfícies rígidas.

Os drones “abelhas” possuem um design que garante que eles possam bater suas asas 500 vezes por segundo, além de sobreviverem a vários atritos e forças que poderiam quebrar um drone normal em pedaços. Segundo Chen, os drones são resistentes a ponto de sofrer um impacto ou levar uma pancada e continuarem voando. Além disso, os objetos podem fazer manobras mais agressivas, como dar cambalhotas no ar.

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Atualmente, os drones possuem um formato mais quadrado, mas Chen pretende torná-lo mais parecido com libélulas, aumentando ainda mais o fator de disfarce do mini-robô.

Chen espera que os drones sejam usados ​​em espaços apertados, como motores e máquinas, para ajudar na inspeção de componentes internos de grandes aparelhos. Contudo, não espere vê-los à venda tão cedo, já que ainda não há previsão para o projeto ser finalizado.