O megalodonte foi o maior tubarão que já existiu na Terra. Para ter uma ideia, o animal podia crescer entre 15 e 18 metros, atingindo tamanho superior ao de um prédio de cinco andares. 

O animal viveu há mais de 23 milhões de anos, mas sumiu abruptamente dos registros fósseis 3,6 milhões de anos atrás. A extinção repentina leva à pergunta: o que fez esse gigante dos mares desaparecer? 

Um estudo publicado na revista Nature Communications coloca a culpa nos tubarões brancos, que coexistiram com os megalodontes e hoje dominam o oceano. Estes são animais bem menores, que medem cerca de seis metros de comprimento.

Não houve enfrentamento direto entre os tubarões. Na verdade, os cientistas teorizam que os predadores disputavam por comida.

Uma análise realizada nos dentes de 13 espécies extintas de tubarões e de 20 tubarões modernos sugere que o megalodonte e o tubarão branco ocupavam o mesmo nível trófico na cadeia alimentar. Ou seja, eles podiam ter as mesmas presas como foco. 

Para chegar a tal conclusão, os cientistas buscaram por isótopos de zinco no esmalte dos dentes dos tubarões. Isso porque a proporção de isótopos mais leves ou mais pesados indica o tipo de matéria orgânica que o animal estava habituado a comer e, consequentemente, seu local na cadeia alimentar.

Os tubarões brancos começaram a se aventurar pelo mundo há aproximadamente 4 milhões de anos. Eles provavelmente tiveram vantagens na hora de se alimentar por serem animais menores do que os megalodontes, necessitando de uma quantidade inferior de comida. Nesta história, o animal maior e mais forte perdeu a disputa.