O conselho do Twitter aprovou a proposta de US$ 44 bilhões (aproximadamente R$ 205 bilhões) de Elon Musk para a aquisição da plataforma.

Os nomes de Musk e Twitter já haviam sido protagonistas de notícias após o bilionário ter comprado 9,6% das ações da rede social no início deste mês.

A Bloomberg noticiou hoje mais cedo que as negociações estavam em fase final, e de fato o negócio se concretizou na tarde desta segunda-feira. Musk compartilhou um comunicado em sua página do Twitter comentando o início de um novo momento da plataforma.

Até o último domingo, ainda havia uma incerteza se o negócio seria fechado, já que havia resistência de alguns acionistas da plataforma.

No entanto, desde o início desta segunda-feira, vários portais de notícias começaram a tratar o acordo como certo, dizendo que restava apenas o anúncio da aquisição bilionária.

Como efeito da especulação de um possível anúncio, as ações do Twitter passaram negociadas em alta nesta segunda-feira. Antes da compra, as ações tiveram um aumento de 5%. No entanto, com o acordo, as negociações das ações da empresa na bolsa foram interrompidas.

Outro efeito da aquisição é a queda de pouco mais de 2% no valor das ações da Tesla. Os acionistas temem que a empresa de automóveis pode ficar em segundo plano agora que Musk também é dono do Twitter.

Uma preocupação semelhante iniciou a pressão para que o co-fundador do Twitter, Jack Dorsey, deixasse a cadeira de CEO da plataforma, já que ele também chefia a Square INC, empresa de gerenciamento de pagamentos online. Após a pressão dos acionistas, Dorsey cedeu o cargo de CEO para Parag Agrawal.

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Usuários do Twitter estão bastante divididos sobre a compra da empresa por Elon Musk. Muitos acreditam que a rede social pode ser mais plural e tolerante aos diferentes pontos de vista, e opiniões, uma vez que o bilionário dono da Tesla e SpaceX afirmou no passado que pretende oferecer mais liberdade de expressão na plataforma.

Outros usuários, porém, argumentam contra a aquisição, e temem que as políticas de moderação de conteúdo possam ser alteradas ao ponto de permitirem discurso extremista e de ódio, além de favorecer a disseminação de desinformação.