Um grupo de investidores acionou a Justiça dos EUA contra Elon Musk. A ação coletiva aponta que o tal grupo foi “prejudicado” financeiramente pela demora do bilionário em revelar a participação acionária no Twitter.

Segundo a ação, Musk começou a adquirir ações do Twitter em janeiro deste ano, ultrapassando o limite de participação de 5%, em 14 de março. Segundo a legislação dos Estados Unidos, o empresário tinha até 24 de março para anunciar o fato de ter ultrapassado este limite.

Porém, o magnata continuou a adquirir ações até atingir 9,1% de propriedade da empresa. Esse investimento veio a público apenas no dia 4 de abril, como quem acompanha o Gizmodo leu por aqui.

No dia do anúncio, o valor das ações saltou cerca de 27%, elevando o preço em mais de 10 dólares por ação. Porém, aqueles acionistas que venderam papéis da rede social entre 24 de março — quando Musk era obrigado a divulgar a propriedade do Twitter — e 4 de abril, perderam a valorização do preço das ações.

Musk teria aproveitado preço baixo de ações

Os investidores acusam o magnata de ser falso e enganoso em suas declarações, com o objetivo de reduzir artificialmente o preço das ações — o que o fez economizar aproximadamente US$ 143 milhões. “Ao não divulgar sua participação acionária por meio do [formulário] Schedule 13, Musk conseguiu adquirir ações do Twitter de forma mais barata”, dizem os investidores.

A ação é liderada pelo acionista do Twitter, Marc Bain Rasella, e corre no tribunal federal de Manhattan, da cidade de Nova York. No processo, é citado que milhões de ações do Twitter foram vendidas nas duas semanas que antecederam o anúncio da compra de ações por Musk.

Os investidores pedem que o fundador da Tesla e SpaceX pague indenizações compensatórias e punitivas, incluindo os juros e honorários advocatícios. Até o fechamento desta matéria, Elon Musk ainda não se manifestou publicamente sobre o processo.