A história na verdade é um pouco mais complicada que isso. No início, os conselhos dos médicos eram para que ele desistisse – sua amputação havia sido muito próxima do ombro, de forma que as próteses modernas não tinham como funcionar adequadamente. Lesek viajou para Melbourne (ele vive na Tasmânia [sim, isso é um lugar de verdade!]) para que instalassem nele uma unidade alemã de alta tecnologia que, depois de um ano de desempenho fraco, ele abandonou.

Tendo ouvido falar de uma técnica de implantação de metal e osso chamada ósseointegração, Lesek desviou o foco dos seus esforços para a custosa técnica estrangeira. Uma viagem para a Suécia e 80 mil dólares australianos (uns 50 mil dólares) renderam a ele uma acoplagem de uma “cavilha” mecânica que proporcionava uma aproximação da função do ombro – o suficiente para controlar movimentos de uma prótese. As unidades já existentes compatíveis com cavilhas não atendiam às suas exigências específicas de trabalho ou mesmo a sua faixa de preço aceitável, então ele decidiu começar a projetar e construir os seus próprios braços robóticos.

Os seus membros caseiros são bastante básicos (suas capacidades se limitam a movimentos básicos e apontar), mas ele agora está trabalhando junto à Universidade da Tasmânia para projetar uma prótese controlada por computador – e possivelmente pelo cérebro. Este tipo de tecnologia está avançando rapidamente no momento, mas ainda teremos que esperar pra ver quão longe ele vai com seu braço mental. No entanto, por ora ele é basicamente o hobbyista mais legal do mundo. [The Mercury]