A NASA, quando não está encontrando luzes espaciais perdidas ou misteriosas explosões do tipo não-Steve Jobs, está aparentemente enviando equipes científicas malandrinhas para resumir ao presidente eleito Obama o futuro do programa espacial.

Estas equipes não foram sancionadas pelos altos escalões da NASA, então de certa forma elas estão efetivamente à deriva, mais ou menos como uma certa governadora do Alasca. Eles também não estavam levando em consideração a linha atual sobre o futuro do programa espacial. Na verdade, eles argumentaram que a NASA deveria descartar de vez o futuro programa do foguete Ares em prol de um novo programa chamado Jupiter Direct, que se baseia bastante em tecnologias comprovadas da geração atual do programa do ônibus espacial e de partes de foguete.

Pelo menos no papel, o programa Jupiter Direct parece ser mais barato. Usando um foguete menor e menos irado que o Ares 1, chamado Jupiter 120, o programa requereria o tanque externo modificado do ônibus espacial, que seria lançado no espaço por dois motores RS-68 movidos a combustível líquido. A decolagem ocorreria graças aos dois propulsores sólidos de foguete tetra segmentados que os engenheiros trariam diretamente do atual programa do ônibus espacial (o que é óbvio quando você vir a imagem).

E, melhor ainda, o programa Jupiter Direct já vem com uma boa longevidade. Como a configuração do motor é teoricamente mais potente que a do Ares, o foguete 120 teria aquele quê extra necessário para um sobrevôo lunar. Um foguete grande Jupiter 232 permitira que o homem (e a mulher também) aterrissasse na lua após acoplar-se à cápsula de pouso Orion da NASA, o que deixaria o programa sem alterações.

Em resumo, o programa é mais sobre economizar dinheiro e manter vivas as missões de vôo espacial após o programa do ônibus espacial ser aposentado, sem usurpar a NASA. A equipe de transição do Obama não fez comentários sobre esta reunião “secreta”, nem sobre o programa Ares. [Popular Mechanics]