Pesquisadores da Universidade Grenoble Alpes, na França, concluíram que a erupção do vulcão Hunga Tonga-Hunga-Ha’apai, em 15 de janeiro deste ano, foi a maior do século 21. 

O episódio gerou ondas de até 1,2 metros de altura na ilha de Nuku’alofa, capital de Tonga, e mais de 200 mil raios foram registrados na região dentro do intervalo de uma hora. Além disso, diversas ilhas do Pacífico ficaram incomunicáveis após o rompimento do único cabo de comunicação do arquipélago.

Todos os fatores já levavam os cientistas a crer que este havia sido um dos maiores eventos dos últimos tempos. Mas, agora, os cientistas franceses confirmaram sua magnitude através de um novo algoritmo, que demanda menos medições diretas para fazer sua análise. 

Muitas vezes, vulcões localizados em áreas remotas não são monitorados de forma tão ampla. O que sobra são apenas estações capazes de captar as reverberações do solo a longas distâncias. A ferramenta utilizada no novo estudo só precisa destas ondas sísmicas para cumprir sua função, o que a torna um método prático e acessível aos cientistas.

Os pesquisadores utilizaram o Índice de Explosividade Vulcânica (IEV) para classificar a erupção em Tonga. Ela foi definida na escala 6, remetendo a um evento esperado uma vez a cada 50 a 100 anos. O número máximo que a erupção pode alcançar é 8 – ocorrências extremamente raras, e esperadas a cada 50 mil anos.

De acordo com o estudo publicado na revista Geophysical Research Letters, o algoritmo desenvolvido pelos cientistas é capaz de estimar o tamanho da erupção vulcânica em menos de duas horas após ela acontecer. A velocidade poderia ajudar pesquisadores a avaliar o tamanho da nuvem de cinzas resultantes e seus efeitos para o ambiente ao redor de forma muito mais rápida.