O lúpulo é o ingrediente responsável por dar o amargor característico da cerveja. Logo, ele é peça importante para os fabricantes da bebida, que procuram formas de torná-lo o mais agradável possível. 

John Hennig, da Universidade do Estado de Oregon, nos EUA, é um dos pesquisadores focados em melhorar a qualidade do lúpulo. Em um post no blog Sustainable, Secure Food, mantido por membros da Sociedade Americana de Agronomia e da Sociedade de Ciência das Culturas da América, o cientista explicou como a análise genética pode ajudar nessa empreitada.

Os pesquisadores realizam o mapeamento genético do lúpulo. Então, buscam pelos chamados “marcadores” no DNA, que nada mais são do que locais nos genes que determinam características específicas da planta. 

Os marcadores analisados pelos cientistas são, principalmente, o sexo, já que apenas linhagens femininas são cultivadas, e a resistência a doenças — que permite um melhor crescimento da planta. Sua altura, níveis de alfa ácido (compostos químicos que dão o amargor) e óleos predominantes (ligados ao sabor) também são considerados. 

No texto, Hennig explica que, durante seus trabalhos, os maiores impactos nos ácidos do lúpulo e outros compostos aromatizantes estavam durante o estágio intermediário do desenvolvimento do fruto. Ou seja, os efeitos da seca ou estresse térmico são mais perigosos nestes momentos – uma informação que ajuda os fabricantes a lidarem melhor com o cultivo.

Outros marcadores genéticos devem ser adicionados em breve. A ferramenta é importante tanto para obter o melhor produto quanto para reduzir custos, já que o fabricante consegue chegar ao resultado esperado com mais facilidade e priorizar sementes que darão plantas com o lúpulo na medida certa.