O Essential Phone chegou fazendo bastante barulho lá na gringa – a empresa foi avaliada em US$ 1 bilhão antes mesmo do smartphones chegarem às mãos dos consumidores. A expectativa pelo celular era muito alta, mas as críticas não foram tão animadoras quanto se esperava: veículos internacionais o classificaram como um bom smartphone, mas sem nenhum grande salto em relação à concorrência – e com problemas seríssimos na câmera.

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Agora, a companhia fundada pelo criador do Android, Andy Rubin, cancelou os planos de lançar uma segunda geração do Essential Phone, e parece que toda a empresa está à venda. Resumindo: deu ruim.

De acordo com a reportagem da Bloomberg, já existe pelo menos um interessado na aquisição dos ativos da Essential. A empresa também está buscando potenciais compradores para patentes, hardware e até mesmo projetos em andamento. Há uma expectativa de manter alguns funcionários para avançar nos projetos atuais – o desenvolvimento de produto da potencial segunda versão do smartphone já gastou US$ 100 milhões.

Se um dos planos descritos pela reportagem der certo, a Essential permanecerá no mercado, mas não projetará os dispositivos. A intenção é contratar a Foxconn para lidar com a maior parte do desenvolvimento de produto. O duro mesmo vai ser encontrar quem esteja interessado: a primeira, e talvez única, versão do celular vendeu cerca de 150 mil unidades desde que as vendas começaram em agosto de 2017.

Uma das possíveis razões para o fracasso é o preço, que não é nada módico: US$ 700 (cerca de R$ 2.500 na cotação atual).

Em um comunicado enviado ao Verge, a Essential parece ter confirmado que deixou de lado o próximo smartphone:

“Sempre temos diversos produtos em desenvolvimento simultâneo e adotamos o cancelamento de alguns em favor daqueles que achamos que serão sucessos ainda maiores. Estamos colocando todos nossos esforços em produtos divisores de águas, que incluem produtos mobile e para casas.”

Em um email enviado aos funcionários e obtido pelo Information, o fundador Andy Rubin escreve que “ninguém (inclusive eu mesmo neste momento) sabe o que será o melhor para a empresa” e que “estão trabalhando para levantar dinheiro com instituições bancárias”.

[Bloomberg, The Verge]

Imagem do topo: Sam Rutherford/Gizmodo