Este redemoinho tecnicolor pode parecer uma viagem de ácido, mas na verdade você está olhando para a próxima geração de modelos climáticos em alta resolução.

Cores mais quentes representam temperaturas mais quentes e ondulações indicam correntes de Foucault nesta visualização publicada na semana passada pelo Los Alamos National Laboratory. Ela foi produzida por uma simulação chamada Modelo para Previsão Através de Escalas Oceano (MPAS-O, sigla de Model for Prediction Across Scales Ocean). O MPAS-O é um modelo de resolução variável, ou seja, os pesquisadores podem detalhar a simulação em escalas regionais onde existem mais dados. Atualmente, o mapa tem uma resolução entre 15 e 56 quilômetros.

Correntes de Foucault impulsionadas por ventos atmosféricos são comuns no oceano. Elas variam em tamanho, indo de centímetros a centenas de quilômetros de diâmetro. Como correntes maiores do oceano, elas impactam nosso clima pois embaralham a energia térmica em torno da superfície da Terra. Mas, até recentemente, não tínhamos o poder computacional para modelá-las em escala global. O MPAS-O vai ajudar os pesquisadores a simular e prever mudanças climáticas do nosso planeta com uma precisão sem precedentes. E ele é apenas uma pequena parte de um esforço de modelagem muito maior, o Modelo Climático Acelerado para Energia (Accelerated Climate Model for Energy), que está sendo desenvolvido com recursos provenientes de 14 instituições de pesquisa dos Estados Unidos.

Mudanças climáticas provocadas pelo homem pode ser indesejáveis, mas pelo menos elas podem nos lembrar de que a Terra é uma obra de arte. [Live Science]