Esqueça o raio-x, jogue fora o ultrassom e diga adeus à ressonância magnética.O futuro da imagiologia médica é promissor e dará aos médicos uma visão surpreendentemente realista do que está acontecendo dentro do seu corpo.

Na realidade, a ideia de jogar todas essas técnicas no lixo é um pouco prematura, isso porque o futuro depende de todas elas. A ideia é desenvolver novas formas de combinar a enorme quantidade de dados que elas geram em imagens ultrarrealistas. Embora isso já seja possível até certo ponto, o rápido desenvolvimento do poder computacional significa que elas ficarão ainda melhores, ainda mais reais. Em um paper sobre o futuro da imagiologia médica, Charl Botha, da Universidade Delft de Tecnologia, na Holanda, explica:

“Análogo ao caso da visualização ilustrativa, o rápido desenvolvimento em hardware e algoritmos gráficos agora permite a renderização interativa de conjuntos de dados de imagiologia médica com a física baseada na iluminação…

Essas técnicas permitem não apenas o fotorrealismo, mas também uma forma técnica de hiperrealismo em artes, onde é possível melhorar as visualizações com detalhes realistas incrementais para transmitir informações de uma maneira melhor.”

A imagem acima, por exemplo, mostra o tipo de resultado que pode ser criado usando renderização volumétrica precisa — e, como se nota, é um salto gigantesco em relação ao antigo raio-x. O futuro, logo, é um onde os cirurgiões poderão vistoriar cada detalhe do corpo do paciente, da forma como ele aparecerá na mesa de operações, do conforto de seus consultórios. [arXiv via Technology Review. Imagem: Charl Botha et al]