Parece que os dados do CERN, que podem revelar a existência do bóson de Higgs, só foram usados para desconfiar da possível descoberta. Que nada: claro que alguém pegou esses dados e os transformou em música.

De acordo com o Discovery News, cientistas da rede europeia de pesquisadores GÉANT decidiram analisar o aumento e queda nos níveis de energia vindos do LHC e correlacionar esses valores a notas musicais. O resultado é algo semelhante à habanera, música popular cubana do século XIX.

 

 

Para transformar os dados em som, cada semicolcheia corresponde a um aumento de 5 gigaelétron-volts (GeV). A detecção da partícula que pode ser o bóson de Higgs, em cerca de 126 GeV, foi então expressa por um pico de três notas altas (no ponto 3,5s da gravação).

Este ponto que corresponde à nova partícula é representado pela nota musical “fá” duas oitavas acima do “fá” anterior; um “dó”, a nota mais aguda na música (também duas oitavas acima do “dó” seguinte) que representa o pico do possível bóson de Higgs;  e um “mi”.

Resumindo, mais energia significa que a nota musical fica mais aguda; com menos energia, ela fica mais grave. O som mais agudo que você ouve é o possível bóson de Higgs. Mas só traduzir a física em música não foi o bastante para estes pesquisadores, então eles colocaram um baixo e percussão também. Tem gente que nunca fica satisfeita, viu. [GÉANT via Discovery via Explore]