Ilustrações e ciência sempre andaram de mãos dadas. Se você quer entender alguma coisa, desenhar é um bom jeito de começar. Macoto Murayama, um botânico e designer de 29 anos, foi ainda mais longe: ele cuidadosamente dissecou e modelou flores usando softwares de elaboração em 3D.

Murayama, que é formado em design espacial, começou a comprar flores e plantas de barracas na rua há alguns anos. Em seu estúdio, ele começou a dissecar as plantas e mapear o que encontrava dentro delas. “Quando observei mais perto de uma planta que achava que era orgânica, encontrei em sua forma e estrutura internas elementos mecânicos e inorgânicos escondidos”, explicou em uma entrevista ao The Scientist. “Minha percepção de uma flor mudou completamente.”

Desde então, Murayama dissecou e modelou dúzias de espécies de flores e plantas. Após desenhar as partes internas de cada uma delas (a nível microscópico), ele usa o software de renderização 3Ds Max para modelar cada uma. Depois, ele finaliza cada peça ao adicionar partes arquitetônicas aos detalhes. As imagens parecem falsas – mas são belos exemplares de ilustrações científicas.

De acordo com o Frantic, sua galeria de representação, Murayama é o mais recente participante em uma tradição que vem do Iluminismo. “Não é apenas uma imagem de uma planta, mas a representação do poder do intelecto e suas ferramentas elaboradas para examinar a natureza”, explica um representante da galeria. “A transparência do seu trabalho se refere não apenas às pétalas lúcidas de uma flor, mas para a luta ambiciosa, romântica e utópica da ciência para ver a apresentar o mundo como um objeto transparente.” Exceto que, atualmente, em vez de documentar o mundo natural com papel e caneta, nós usamos o CAD e Illustrator. [Smithsonian Mag]

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