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Estudo mostra que jovens estão trocando o álcool pela maconha nos EUA

Uso recrativo da maconha é legalizado em 21 estados dos EUA. Em vez do fumo, jovens acham mais atraentes produtos comestíveis de cannabis. Veja detalhes do estudo com mais de 300 mil casos

Estudo mostra que jovens estão trocando o álcool pela maconha nos EUA

Imagem: Unsplash/Reprodução

Um novo estudo publicado na revista Clinical Toxicology apontou um crescimento de 245% no número de jovens dos Estados Unidos que usam maconha. Esse número, inclusive, supera os casos de abuso de álcool – que vem caindo constantemente ao longo dos anos.

A pesquisa envolveu a análise de 338,7 mil ocorrências nas últimas duas décadas de abuso intencional ou uso indevido de substâncias por crianças norte-americanas de 6 a 18 anos.

Segundo esses dados, entre os anos de 2000 e 2013, os casos de abuso de álcool excederam o número de casos de maconha. Porém, essa conta se inverteu a partir de 2014, e apresentando uma tendência de crescimento – principalmente a partir de 2017.

O estudo também sugere que os adolescentes estão deixando de fumar maconha para optar por modos alternativos de consumo. Apesar de todos os tipos de abuso maconha estarem aumentando, a maconha comestível se mostrou a que mais teve um aumento médio mensal em comparação com todas as outras formas disponíveis.

A explicação para esse crescimento é atribuída à popularidade de produtos comestíveis de cannabis, amplamente disponíveis nos EUA, e sendo uma opção mais atraente, discreta e conveniente para os jovens.

Contudo, os pesquisadores alertam que isso não significa necessariamente que a maconha comestível seja menos prejudicial.

“Em comparação com fumar maconha, que normalmente resulta em uma euforia imediata, a intoxicação por formas comestíveis de maconha geralmente leva várias horas, o que pode levar alguns indivíduos a consumir quantidades maiores e experimentar efeitos inesperados e imprevisíveis”, disse Adrienne Hughes, uma das autoras do estudo, ao site EurekaAlert.

De acordo com as ocorrências registradas, mais de 80% das ingestões de substâncias notificadas ocorreram entre jovens de 13 a 18 anos – a maioria deles (58,3%) são relatados entre homens. Além disso, mais de 32% dos casos de abusos foram classificados como “resultados clínicos piores do que menores”.

Atualmente, 19 estados dos Estados Unidos legalizaram a maconha para uso recreativo por adultos e 36 estados para fins médicos.

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