Se perguntarem para você qual é a montanha mais alta da Terra, você provavelmente responderá que é o Monte Everest. Afinal, todas as enciclopédias apontam o gigante asiático como o detentor do recorde. 

Mas é tudo uma questão de perspectiva. Veja bem: para fazer tais medições, os cientistas contam o tamanho da montanha a partir do nível do mar. O Everest, por exemplo, possui 8.848 metros de altura de sua base terrestre até o topo. 

Em contrapartida, existe também o Mauna Kea, um vulcão inativo situado no Havaí. Ele mede 4.205 metros de sua base até o topo, o que é menor do que a montanha do Himalaia. Mas, se olharmos sua extensão abaixo d’água, precisamos adicionar cerca de 6 mil metros de comprimento a essa conta. 

Dados do Serviço Geológico dos EUA sugerem que o Mauna Kea tenha, na sua totalidade, 10.211 metros de comprimento. Neste caso, o Monte Everest acaba tendo seu recorde superado. 

O que permitiu o crescimento submarino do Mauna Kea foi a própria atividade vulcânica. Após a erupção, quando o magma entra em contato com a água, ele acaba sendo resfriado e se solidifica, gerando a rocha que serve de base à montanha. 

Terceiro referencial

Há ainda um terceiro critério que pode tirar o Everest do pódio. Se for considerada a distância da montanha em relação ao centro da Terra, um terceiro concorrente, o estratovulcão Chimborazo, no Equador, ganha a disputa. 

Em 2016, pesquisadores do Instituto Geográfico Militar do Equador e do Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento mostraram que a montanha está a 6.384,4 quilômetros de distância do centro do planeta. O Monte Everest, por sua vez, está a 6.382,6. 

A maior proximidade da montanha andina ao centro da Terra está relacionada ao local que ela ocupa no planeta. A Terra é uma esfera achatada, o que dá vantagem a região Equatorial para recordes do tipo. De novo, tudo questão de perspectiva.