Um artista, engenheiro industrial e mecânico canadense chamado Jonathan Tippett,  criou o seu próprio robô gigante. Sim, isso mesmo. Junto da empresa Furrion Exo-Bionics, responsável pelo investimento, produção e divulgação da engenhoca, este é o primeiro protótipo e exemplo desenvolvido que exemplifica o futurístico veículo da X1 Mech Racing League, as “futuras corridas esportivas de alta octanagem e baixo teor de carbono”.

O exoesqueleto robótico possui 5,51 metros de largura, 5,1 de comprimento e 3,96 de altura. É feito com 1.600 quilos de tubos de aço Chromoly, muito usado ​​na engenharia aeroespacial ou em carros de corrida. Durável e ágil, é capaz de enfrentar qualquer terreno. A estrutura é impressionante e levemente lembra um elefante gigante. Inclusive, ela recebeu o recorde do Guinness Book de maior exoesqueleto quadrúpede do mundo.

Tudo começou há quase 15 anos atrás, quando Tippett começou a desenvolver um projeto artístico de uma máquina controlada por humanos. Com o passar do tempo, percebeu que poderia aplicar esta criação em um novo tipo de esporte, parecido com as corridas off-road, que poderia explorar a “exploraria a relação entre o homem e a máquina”, como diz em entrevista ao Business Insider. “O principal motivo é apenas a paixão por um futuro onde máquinas gigantes corram em grandes estádios, enfrentando obstáculos”, disse Tippett.

A primeira versão tinha oito pernas em vez de quatro, mas ele e sua equipe perceberam que precisavam aperfeiçoar o projeto. “Quando começamos, salvamos para frente e para trás nesta torre gigante de 3 metros de altura com uma perna controlada por exoesqueleto. E essa foi a plataforma que usamos para desenvolver a tecnologia de controle de movimento”, disse Tippett. Esse exoesqueleto é totalmente elétrico, com uma bateria que funciona por até uma hora com uma única carga.

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É de se imaginar que seu projeto não foi recebido com tanto entusiasmo por alguns investidores e fabricantes. Mas, em 2017, a empresa de fabricação de eletrodomésticos Furrion, decidiu investir e apostar suas fichas em Tippett. Assim, em 2018, conseguiram chegar ao resultado que você conferiu no vídeo acima.

Como estamos falando de uma novidade que demanda tempo e dinheiro para ser realizada, até um outro protótipo ser desenvolvido e testado, vai levar um tempinho. Além disso, treinar os seus novos pilotos será um desafio enorme.

De todo modo, Tippett diz que é uma “questão de tempo para as coisas avançarem” já que seu robô gigante “superou problemas financeiros e publicidade negativa”. Como uma pessoa que adorou assistir Sam Worthington pilotar o seu próprio exoesqueleto em Avatar, ficarei de olho nas novidades que estarão por vir.