Donald Trump permanecerá banido do Facebook por pelo menos dois anos. Nick Clegg, vice-presidente de relações globais da empresa de mídia social, comunicou a decisão na sexta-feira (4). Além disso, a rede passará a tratar políticos da mesma forma que outros usuários, aplicando a eles as mesmas regras.

Trump, então presidente dos EUA, foi banido do Facebook em 7 de janeiro de 2021, um dia após seus apoiadores invadirem o Capitólio em Washington, D.C., sede do poder legislativo estadunidense. Desde então, Trump perdeu acesso a praticamente todas as suas redes sociais.

No caso do Facebook, a questão foi parar no Comitê de Supervisão, uma espécie de “suprema corte” formada por especialistas em internet, direitos humanos e liberdade de expressão para decidir de maneira independente sobre casos controversos. A instância manteve a suspensão, mas recomendou que o Facebook revisasse o caso e deixasse suas regras e penalidades mais explícitas.

A empresa, então, decidiu que o ex-presidente dos EUA permanecerá suspenso até 7 de janeiro de 2023, quando avaliará se o risco à segurança pública diminuiu para decidir o que fazer com a conta do político. Caso se Trump volte a ter acesso ao Facebook e descumpra as regras mais uma vez, a rede promete implementar um “conjunto rígido de sanções de rápida progressão”.

Políticos não terão mais tratamento especial

O anúncio de Clegg também foi acompanhado por uma mudança marcante nas políticas de conteúdo do Facebook.

A rede tratava praticamente todo conteúdo produzido por políticos como “relevante para o noticiário” e evitava ao máximo exclui-los, mesmo que estivessem violando as regras.

A partir de agora, a empresa promete pesar essa relevância em contraposição os danos das violações. Assim, ela vai manter no ar as publicações apenas em casos excepcionais. Quando isso acontecer, a rede também deixará explícito que abriu uma exceção por causa da relevância pública daquele conteúdo.

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O Facebook também revelou que usa um sistema de “strikes” antes de decidir suspender uma conta — a empresa diz não ter feito isso anteriormente para evitar que usuários tentassem burlar esse sistema.

No entanto, a rede não forneceu detalhes como qual o número de violações que leva a uma suspensão. Mesmo assim, o Facebook deu alguns exemplos de condutas proibidas, como aprovar conteúdo violento em uma página administrada, e explicou que todos os “strikes” expiram após um ano.