O programador holandês Joannes Jozef Everardus van der Meer pode ser o criador do botão “Like”, e por isso o Facebook está sendo processado nos EUA. Mas van Der Meer está… morto. Ele faleceu em 2004, mesmo ano em que o Facebook foi lançado. Então por que processar agora?

Van Der Meer registrou duas patentes e queria transformá-las em algo real: o Surfbook. Ele seria um serviço de diário social para se compartilhar coisas com os amigos, em uma página organizada de forma cronológica, e com diferentes níveis de privacidade. Outros sites poderiam usar um botão para inserir parte do seu conteúdo nessa rede social.

Isso soa muito parecido com o botão “Like” da outra rede social, e está protegido por patente. Em 2001 e 2002, van der Meer recebeu duas patentes do Surfbook, e uma delas inclui algo bem parecido ao botão Curtir. (O botão ADD, abaixo, seria algo próximo do Curtir; mas a patente é mais ampla que isso.) Então claro que isso envolve uma ação na justiça.

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Mas van der Meer está morto, então porque ele se preocuparia com ações judiciais? Bem, a Rembrandt Social Media, uma empresa detentora de patentes, é quem estará fazendo o processo, mas a viúva de van der Meer e seus colegas irão testemunhar no julgamento sobre a importância de sua invenção.

O processo alega que o Facebook “tem uma notável semelhança, tanto em termos de sua funcionalidade e implementação técnica, com o diário pessoal em páginas da web que Van Der Meer tinha inventado anos antes”.

Mas hoje em dia, quase toda rede social é bem semelhante à descrição de van der Meer em suas patentes. Será que outra rede social, além do Facebook, pode ser processada? Um dos advogados da Rembrandt diz à NBC News que “não estamos processando mais ninguém, mas não significa que isso não irá acontecer”.

Não só redes sociais estão na mira: a AddThis também está sendo processada. Ela oferece um mecanismo semelhante ao botão “Like” do Facebook, para compartilhar conteúdo de sites de terceiros em redes sociais.

Às vezes, pessoas querem crédito pelo seu trabalho. E outras vezes, empresas detentoras de patentes quer dinheiro pelo trabalho dessas pessoas… mesmo se elas estiverem mortas. [NBC NewsBBC e Ars Technica]