A Meta, que controla o Instagram, está sendo processada por uma família dos EUA que acusa a rede social de provocar distúrbio alimentar, automutilação e pensamentos suicidas em sua filha pré-adolescente.

O processo, aberto num tribunal da Califórnia na última segunda-feira (6) cita o Facebook Papers, uma série de documentos internos da Meta vazados no ano passado. Eles revelaram que a gigante da tecnologia sabia que o Instagram estava piorando a imagem que adolescentes têm de seu corpo, bem com causando questões relacionadas à saúde mental.

A ação foi movida pelo Social Media Victims Law Center, um grupo com sede em Seattle que defende famílias de adolescentes prejudicados online.

A adolescente em questão é a americana Alexis Spence, hoje com 19 anos. Ela criou sua conta na rede social aos 11 anos, sem o conhecimento de seus pais, e violando a exigência de idade mínima de 13 anos da plataforma. A denúncia alega que os algoritmos fizeram com que Alexis ficasse viciada na rede, tendo contato com conteúdos que enaltecem a anorexia e automutilação. Alexis foi hospitalizada por depressão, ansiedade e anorexia.

O escândalo do “Facebook Papers” gerou grande polêmica ao final de 2021. O vazamentos foram feitos por Franes Haugen, uma funcionária que pediu demissão por não concordar com as diretrizes da empresa. Ela acusa a empresa de querer lucrar acima de tudo, mesmo que isso custe o bem-estar de quem usa a rede social. Haugen alegou que, em certos casos, Mark Zuckerberg sabia de tudo, e passava por cima das informações para não perder usuários.