Assistir filmes de época é como entrar em uma máquina do tempo rumo à eras passadas. Comportamentos, figurinos, cenários, disputas políticas e sociais. Basicamente, um retrato de como funcionava a sociedade em períodos que ajudaram a construir todas as nossas concepções contemporâneas. É rico e interessante. Normalmente, são obras em que a fotografia se destaca e os diálogos remetem a um dicionário não mais convencional aos dias atuais.

Pensando nisso, em parceria com o Telecine, separamos algumas indicações para você que gosta de consumir experiências que remetem à outras épocas. Confira!

A favorita

Na Inglaterra do século XVIII, Sarah Churchill, a Duquesa de Marlborough, exerce sua influência na corte como confidente, conselheira e amante secreta da Rainha Anne. Seu posto privilegiado, no entanto, é ameaçado pela chegada de Abigail, nova criada que logo se torna a queridinha da majestade e agarra com unhas e dentes à essa oportunidade apresentada.

A Favorita gira em torno de três grandes mulheres. A primeira delas, a rainha Anne, encarnada exemplarmente como uma figura infantilizada, é inclinada a terceirizar suas responsabilidades de monarca. Sua melhor amiga e conselheira, Sarah, geralmente serve de interlocutora entre ela e seus membros de conselho, então em polvorosa por conta de uma guerra contra a França. Já Abigail, ascende rapidamente das humilhações da cozinha aos salões em que são tomadas decisões capitais. Logo é estabelecido um triângulo, com a confidente e a novata digladiando-se pela atenção da mais alta autoridade da Inglaterra. 

Duas rainhas

Mary, ainda criança, foi prometida ao filho mais velho do rei Henrique II, Francis, e então foi levada para França. Mas logo Francis morre e Mary volta para a Escócia, na tentativa de derrubar sua prima Elizabeth I, a Rainha da Inglaterra. 

O filme ressoa bastante para uma mulher, pois, ao longo dele, há uma fúria e um cansaço crescente em relação aos homens que tentam controlar essas duas figuras históricas. Por conta da atuação das protagonistas e a influência da diretora teatral Josie Rourke, Duas Rainhas tem qualidade e impacto expressivo. As influências shakespearianas da realizadora são gritantes tanto no figurino quanto no modo calculado que, por exemplo a personagem de Elizabeth se porta.

O conto dos contos

No reino de Longtrellis, o rei e a rainha vivem com uma frustração, já que não podem ter filhos. Em busca de uma solução, eles entram em contato com um mago, que oferece uma receita: é preciso capturar o coração de um monstro marinho e fazer com que uma virgem o cozinhe, sem que alguém esteja por perto. Entretanto, ele faz um alerta: toda vida criada exige uma perda, para que o equilíbrio seja mantido.

O filme prima pela exuberância visual, já que nele até mesmo as criaturas mais abjetas reforçam, por contraposição, a beleza envolvente. O Conto dos Contos não é constituído de fábulas inocentes. Mesmo almejando invariavelmente a beleza, não se furta de expor o lado feio dessa terra habitada por aristocratas, plebeus, magos, monstros e toda sorte de criaturas que reagem umas às outras.

O Homem da Máscara de Ferro

No século XVII, o desinteressado e cruel Luís XIV manda clandestinamente para a masmorra, para não tomar o seu poder, seu irmão gêmeo, mas o mosqueteiro Aramis descobre o segredo e convence seus companheiros a salvar o prisioneiro. Só este ato de misericórdia pode ajudá-los a realizar o sonho de voltar a servir um grande rei. Fazem-no pelo reino – para que volte a ser como antes – e por cada um deles. Um por todos e todos por um.

Os personagens realmente existiram, inclusive o tal homem da máscara, mas nunca ficou provado que se tratava de um irmão gêmeo do rei. O caso realmente é um grande mistério na França, e o escritor Alexandre Dumas aproveitou essa hipótese, para escrever o romance.

Madame Bovary

O romance, adaptado da obra de Gustave Flaubert em 1857, conta a história de Emma, uma pequeno-burguesa sonhadora criada no campo, que baseia sua vida em obras da literatura sentimental. Bonita e requintada para os padrões provincianos, casa-se com Charles, um entediante médico interiorano, mas se sente presa ao matrimônio. Ela dá início a uma relação extraconjugal para tentar se promover na sociedade e melhorar seu status social. Porém, suas atitudes levam-na ao oposto deu seus objetivos.

Madame Bovary já ganhou inúmeras adaptações, incluindo uma versão de 1993 assinada por Jean Renoir, outra de 1949 do diretor Vincente Minnelli, a adaptação de Claude Chabrol de 1991 e, mais recentemente, uma versão para a TV inglesa estrelada por Frances O’Connor em 2000. A direção agora é de Sophie Barthes.

Anna Karenina

No século XIX, Anna Karenina é casada com Alexei Karenin, um rico funcionário do governo. Ao viajar para consolar a cunhada, que vive uma crise no casamento devido à infidelidade do marido, ela conhece o conde Vronsky, que passa a cortejá-la. Anna resolve se separar de Karenin, só que o marido se recusa a lhe conceder o divórcio e ainda a impede de ver o filho deles.

A ideia de levar uma nova abordagem à adaptação do clássico de Liev Tolstói veio da leitura de Natasha’s Dance, em que Orlando Figes descreve a aristocracia russa como “pessoas vivendo em cima de um palco, onde tudo era encenado”. O diretor Joe Wright tomou para si o conceito e decidiu transformar a metáfora para exageros sociais no fio condutor do seu filme.

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