Após receber a autorização de funcionamento do Banco Central, o banco N26, que já está no mercado mundial desde 2013 em mais de 20 países, entra em operação no Brasil. Dentre os seus principais concorrentes, encontra-se o Nubank, uma vez que ele é considerado um dos principais líderes entre os bancos digitais e apresenta o mesmo sistema de operadora de cartões de crédito e fintech via aplicativo.

Criado pelos australianos Maximilian Tayenthal e Valentin Stalf, o banco digital alemão será liderado por Eduardo Del Guerra Prota, que traz uma bagagem de mais de 10 anos de experiência em grandes organizações como Santander, Monsanto e Cielo. Terá sede em São Paulo (SP) e um capital social de mais de R$ 2 milhões. No seu catálogo de atuação, além dos serviços de cartão crédito, também serão oferecidos investimentos e empréstimos pessoais.

O N26 contará com diversos recursos para seus clientes controlarem seus gasto. Um deles é a ferramenta Spaces, que permite a criação de subcontas para obter e cumprir metas, como juntar dinheiro para uma viagem ou outras despesas. Ao todo, a companhia já soma mais de 3,5 milhões de clientes ao redor do mundo, com escritórios em Berlim (Alemanha), Nova Iorque (EUA) e os TechHubs de Barcelona (Espanha) e Viena (Áustria).

No ano passado, o setor de fintech cresceu 34% no Brasil e atraiu US$ 939 milhões em aportes, segundo um levantamento realizado pelo Distrito, hub de inovação para startups. Os dados deste estudo apresentam uma situação vantajosa para o N26, pois irão ditar o ritmo do mercado financeiro em 2021 e da aplicação no Pix, meio de pagamento eletrônico instaurado em novembro de 2020.

[Canaltech, Valor Investe, InfoMoney]