Thammy Mottin, doutoranda da Universidade Federal do Paraná (UFPR), teve um encontro inesperado no município paranaense de Ortigueira. Ela estava em busca de informações da glaciação registrada entre os períodos Carbonífero (359,2 a 299 milhões de anos atrás) e o Permiano (299 a 251 milhões de anos atrás) e a passagem para uma fase pós-glacial.

Ao invés disso, encontrou uma riqueza ainda maior: “apenas” a terceira floresta fossilizada já descoberta na América do Sul. Os troncos de 290 milhões de anos também estavam em bom estado de conservação, diferente de outros fósseis encontrados anteriormente.

Havia mais de 150 licófitas em pé, perpendiculares às camadas de rocha. Em entrevista ao site G1, a cientista explicou que a floresta no Paraná ficava às margens de um rio e acabou soterrada por conta de uma inundação com a água carregada de sedimentos.

A inundação, por sua vez, não foi gradual. Na verdade, aconteceu de maneira extremamente rápida, mantendo as árvores da mesma maneira que existiam há centenas de milhões de anos. Um efeito similar ao do Monte Vesúvio em Pompeia. O estudo completo foi publicado na revista Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology

Essas florestas do passado são comuns na América do Norte. Por outro lado, elas costumam ser encontradas deformadas e em número inferior no hemisfério sul. Na parte baixa do mapa, só foram encontradas árvores semelhantes a estas na Patagônia argentina e no Rio Grande do Sul.

No G1, você pode conferir as fotos da floresta fossilizada no Paraná.