As notícias envolvendo Apple e Foxconn ganharam um novo capítulo nesta quinta-feira (26). A Reuters diz ter ouvido uma fonte familiarizada com o assunto que afirma: a empresa responsável pela fabricação de iPhones vai transferir parte de sua produção da China para o Vietnã. E a pedido da própria Apple.

O objetivo dessa mudança seria para diversificar a cadeia de fabricação dos produtos e evitar o impacto de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Desde que assumiu a presidência, Donald Trump tem incentivado as companhias (em especial as norte-americanas) a transferir suas linhas de produção para fora do país asiático. Nos últimos quatro anos, o governo de Trump também aumentou as tarifas de importação e restringiu o fornecimento de componentes fabricados na China para empresas dos EUA. E isso inclui a Apple.

Lembrando que a Foxconn planeja gastar até US$ 1 bilhão na expansão de uma fábrica de montagem de iPhones na Índia. Inclusive, esse teria sido um pedido da própria Apple, que enxerga a necessidade de diversificar sua cadeia de produção além da China.

Mesmo agora com a troca de presidentes, a Foxconn parece estar se preparando para fugir de futuras incertezas. Para isso, está construindo linhas de montagem na província de Mac Giang, no nordeste do Vietnã, onde deve iniciar as operações no primeiro semestre de 2021. É nessa nova instalação que devem ser produzidos iPads e MacBooks, e parte da linha de produção da China será migrada para lá.

O informante disse à Reuters que, na última terça-feira (24), a Foxconn anunciou um investimento de US$ 270 milhões para abrir uma nova subsidiária chamada FuKang Technology. Esta, por sua vez, deve ajudar na expansão da fábrica que ficará no Vietnã. Além de iPads e MacBooks, a instalação deve produzir outros acessórios eletrônicos. A Sony, embora não tenha confirmado, também já teria fechado uma parceria para a fabricação de televisores no local.

Procurada pela agência, a Foxconn disse que, “por uma questão de política da empresa, e por razões de sensibilidade comercial, não comentamos sobre qualquer aspecto de nosso trabalho para qualquer cliente ou seus produtos”. A Apple também não se pronunciou.

[Reuters]