Pouco a pouco, a Microsoft se desfez da divisão móvel que adquiriu da Nokia. Isso incluiu uma fundação de ensino em Manaus cujo futuro permaneceu incerto durante meses. Felizmente, ela conseguiu outro mantenedor para continuar com as atividades.

A nova responsável pela fundação é a Digitron, empresa brasileira fundada em 1986 em São Paulo que atua na produção de “placas-mãe, discos rígidos, placas de vídeo, de rede, fax modem e notebooks”.



Eles iniciaram suas atividades em Manaus em 1995 e, anos depois, se tornaram a principal parceira da Gigabyte no país. A companhia também distribui produtos da Intel, Western Digital e da marca própria PCWare.

A Digitron “realizou aporte financeiro adicional para custeio de turmas em 2016 e 2017”, segundo um comunicado, e avisa que o processo seletivo deste ano para novos alunos ocorrerá normalmente. (No ano passado, não foram abertas novas vagas.)

Além disso, a Fundação Nokia passará a se chamar Fundação Matias Machline, em homenagem ao idealizador do projeto. O empresário licenciou a marca Sharp para uso no país, e criou a instituição em 1987.

Machline faleceu em um acidente de helicóptero em 1994; e a Sharp do Brasil entrou com pedido de concordata em 2000. Pouco tempo depois, a Nokia assumiu as operações da fundação, mudando seu nome.

A Fundação Matias Machline oferece cursos profissionalizantes nas áreas de informática, eletrônica, mecatrônica e telecomunicações. Ela tem diversos laboratórios e biblioteca com mais de 14 mil títulos. Segundo a Digitron, a fundação “continuará com a qualidade já conhecida, corpo docente e colaboradores comprometidos e infraestrutura de alta tecnologia”.

Enquanto isso, a Microsoft vem cortando custos, anunciando recentemente uma nova leva de demissões, totalizando 12,5 mil em menos de dois anos – a maioria da divisão móvel comprada da Nokia.

[Fundação Nokia via A Crítica via Windows Team]

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