O Monte Vesúvio, na Itália, entrou em erupção no dia 24 de agosto de 79 d.C. Cientistas estimam que, em menos de 20 minutos, todos os moradores da antiga cidade de Pompeia já estavam mortos em decorrência do fenômeno. 

A reação comum foi correr da grande nuvem de fumaça que se instaurou, mas nem todos seguiram este caminho. Um homem e uma mulher encontrados na chamada Casa do Artesão parecem ter permanecido na sala de jantar, apenas esperando o inevitável.

Agora, cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, sequenciaram o DNA da dupla, obtendo provas do porquê eles não fugiram. Foi possível obter o genoma completo apenas do homem, o da mulher tinha algumas lacunas. 

De toda forma, essa é a primeira vez que pesquisadores sequenciam todo o DNA de uma vítima de Pompeia. O estudo completo foi publicado na revista Scientific Reports.

O homem tinha entre 35 e 40 anos no momento de sua morte. Além disso, contava com bactérias causadoras da tuberculose em seu DNA. Já a mulher estava na casa dos 50 anos e parecia sofrer de osteoartrite (ou artrose). Os problemas de saúde podem ter sido os motivadores para que as vítimas não corressem como o resto da população de Pompeia.

Os códigos genéticos do homem foram comparados ao DNA de mais de 1.000 humanos antigos. A partir disso, os cientistas relataram uma maior semelhança entre a vítima de Pompeia e indivíduos modernos da Itália central que viveram durante o antigo período romano. Mas também foi visto um grupo de genes comumente encontrados na ilha da Sardenha, o que sugere altos níveis de diversidade genética em toda a península italiana na época.

A análise foi feita com base em uma amostra de DNA intacta retirada do fragmento de osso da base do crânio masculino. Os cientistas sugerem que materiais piroclásticos liberados durante a erupção podem ter fornecido proteção contra fatores ambientais que degradam o DNA, como o oxigênio atmosférico, permitindo assim a conservação da amostra.