A girafa Msituni, nascida em 1º de fevereiro deste ano, teve problemas ao dar seus primeiros passos. As patas dianteiras do bebê de 55 kg dobravam de forma inadequada, o que poderia causar danos a longo prazo em suas articulações. Além disso, a disfunção impedia o animal de mamar e interagir com o resto do rebanho.

Os veterinários do Zoo Safari Park de San Diego, nos EUA, precisavam agir rápido para ajudar a girafa e garantir sua sobrevivência. Porém, colocar gesso em um mamífero de 1,78 metro de altura, como você pode imaginar, não é uma tarefa tão simples. 

Então, a equipe procurou ajuda de especialistas em órteses da Hanger Clinic, empresa americana que fabrica produtos ortopédicos para pacientes humanos. Os cientistas levaram oito dias para desenvolver um suporte de grafite de carbono moldado a partir da pata do animal. 

O molde precisava garantir amplitude de movimentos, permitindo que a girafa andasse, corresse e deitasse como qualquer outra. Uma empresa especializada em órteses para cavalo ajudou neste ponto.

Deu tudo certo: após 10 dias utilizando as órteses, a girafa teve seu problema resolvido. As pernas traseiras do animal também estavam fracas, mas este problema foi corrigido de maneira simples, com extensores de casco personalizados. 

Antes das órteses ficarem prontas, os veterinários improvisaram os cuidados para minimizar ao máximo o impacto nas patas do animal. A girafa passou 39 dias sendo cuidada apenas no hospital veterinário. 

Ao final deste período, foi lentamente reintroduzida ao rebanho. Sua mãe não a recebeu, mas a pequena gigante foi adotada por outra girafa fêmea do grupo. Vida longa a Msituni!